MONTE DE LEITURAS: blog do Alfredo Monte

25/02/2014

O Faustbuch de António Vieira: esplendor estético, força intelectual e sapiência


DoutorFaustovieira

“O olhar de Fausto deteve-se no relógio de areia. Procurava a Presença por trás da multiplicidade das presenças: os grãos minúsculos douravam-se, tocados por um feixe de sol, repartiam o tempo em troços similares, e enquanto subtraíam vida às criaturas insinuavam no Todo a provocação do descontínuo.

    Urgente era arriscar os primeiros passos no discurso do conhecimento, agora que novos sinais se faziam sentir. Fausto murmurava em si palavras sem som:

__ Erro, logo existo—escreveu Santo Agostinho; mas, antes de errar, antes mesmo de poder errar, vejo, sonho, deliro formas, percebo presenças e tenho entendimento: logo, existo—e apresenta-se o Cogito de Descartes. Enfim, existe um Ser em que me inscrevo, a que me oponho (ao percebê-lo) e a que pertenço (numa reconciliação secundária). Há um perceber imediato vivido em plenitude, em ingenuidade, antes ainda da palavra e do erro, um perceber tremendamente visual que traz a grande ruptura e garante o Ser e funda o Conhecer. O ilustre Husserl o intuíra. Por isso, escreverei: No princípio era o Logos… Ou então… No princípio era o Verbo… Não, absurdo. No princípio era o Jogo!”

“… quando, dias mais tarde, esse editor penetrou no espaço de Midgard, Fausto e Margarida sentiram como era ameaçadora a sua intrusão junto daquele eixo do mundo a que se acolhiam e em redor do qual as quatro estações ainda se sucediam numa natureza indene. Um helicóptero, grande pássaro frio de fogo e aço, cruzou ares e lugares e encobriu com o seu ruído os sons da natureza selvagem. Pairou interminavelmente acima do castelo até descer sobre o lajedo do terraço. Poeiras antiquíssimas, revolvidas, ergueram-se no ar: ao longe os camponeses viram subir no espaço a mancha opaca do pó dos séculos, que ocultou torres e muralhas.

    Margarida, importunada com o ruído e a poeira, recolheu-se. Fausto e Wagner esperaram por detrás da aresta de um torreão que se aquietassem as vibrações daquela ave sem alma, por fim imóvel e silenciosa dentro do castelo, como o cavalo de madeira dentro das muralhas de Ílion, abrigando indubitavelmente o inimigo…”

       (trechos de Doutor Fausto)

(uma versão da resenha abaixo foi publicada originalmente em A TRIBUNA de Santos, em 25 de fevereiro de 2014)

Na semana passada comentei aqui as radicais modificações efetuadas por Thiago Roney na 2ª. edição de O estouro da artéria de um cavalo húngaro. O caso mais notável de reescritura que eu conheço, nas últimas décadas, é Doutor Fausto, do português António Vieira, publicado diretamente por uma editora brasileira (a Topbooks), mas na verdade a nova versão de um romance de 1991[1], que para o próprio autor (renomado psiquiatra e antropólogo) representa o de sua obra: “… apercebo-me da sua influência sobre tudo o que continuei a escrever. Espécie de viveiro de ideias literárias, concentrei nele os meus projetos de escrita, os meus filósofos tutelares e as opções mais ousadas para a vida[2].

Recorrendo aos três critérios que Harold Bloom julga axiais para o julgamento crítico (esplendor estético, força intelectual e sapiência, pois “a mente sempre volta às suas necessidades de beleza, verdade, discernimento”[3]), atrevo-me a afirmar que Doutor Fausto é uma obra-prima. Já o era em 1991, num tom mais crispado, concentradíssimo. O essencial ali já era dito. Na versão atual, que parece ser definitiva, Vieira conseguiu a um só tempo depurar a linguagem e esbanjar com generosidade seu imenso cabedal como prosador.

Ele não propõe um Fausto para a nossa época, no sentido de uma aclimatação contemporânea. Em certo sentido, malgrado o tom antirrealista (por exemplo, o espaço urbano de onde provém o herói é chamado Megalópolis; o ambiente rural, El d´Oro; um balneário, Mare Mirabilis; as personagens chamam-se Flamiffera, Saphyrina, Cucurbitina, Sgnarello, Nathaviel, Cicindela…), trata-se de um romance histórico, pois nos leva a percorrer verossimilmente as inquietações filosóficas e existenciais do século XX.

Fausto nasce no início do século e cedo se dá conta da existência de um Adversário, às ocultas, e de que no fundo das coisas se desenrola um Jogo cósmico. Em El d´Oro, em longas férias, estuda os seres, os monstros, investiga os céus e os mundos microscópicos. Escolhendo inicialmente a medicina (devido ao seu fascínio pela “mecânica” do funcionamento da vida, por assim dizer[4]), volta-se definitivamente para os estudos filosóficos, tornando-se discípulo de Husserl, o mestre da fenomenologia, a seara mais fecunda da filosofia moderna, a qual, com Heidegger, recusará as celebrações tecnológicas e a submersão das multidões (encaradas como massa) no incaracterístico, deletéria amorfia e definhamento vital (que se estende, ecologicamente, ao planeta como um todo), na tentativa de voltar às fontes da procura filosófica (daí o apreço pelos pré-socráticos[5]), o estudo do Ser.

Sabemos como a figura de Heidegger (e sua associação ao nazismo) e a recusa da “modernidade” estão envoltas em desconfortáveis brumas, ambiguidades e distorções (sem contar o elitismo cultural—e aqui é preciso dizer que boa parte da narrativa transcorre em castelos e florestas ancestrais[6]). A leitura desafiadora de Doutor Fausto, no entanto, permite que se leia o século passado com olhos críticos, escapando de quaisquer clichês ideológicos.

É por querer experimentar todas as sendas do Ser, e não o conseguir, que Fausto invoca o Espírito da Terra e sela, por meio de um palimpsesto (em que as tradições pagãs e cristãs se confundem), o famoso Pacto que lhe permite o rejuvenescimento (em maio de 68). Fascinado desde a infância pelo princípio que rege o caleidoscópio, entrega-se ao donjuanismo: serão muitas as mulheres da sua existência (e elas serão marcos dos estágios da sua formação, mais do que os filósofos evocados). Isso apenas intensifica a insatisfação e o anelo por ir mais além.

Esse desassossego faustiano é vazado numa linguagem que não encontra equivalente na ficção atual. Além de trazer no seu bojo, os muitos faustos anteriores (o de Goethe, especialmente[7]), ainda que recuse a ideia de “danação” do personagem[8], Vieira consegue sintetizar toda uma tradição da alta modernidade do romance europeu: Proust, Mann, Hermann Broch, Robert Musil, Durrell, autores imensos, enciclopédicos, capazes de nos dar uma perspectiva civilizatória em suas obras, parecem ser os únicos pares possíveis para um empreendimento literário que só podemos chamar de fáustico, no que tem de arrojado, de quase proibido por sua ousadia[9].

A língua portuguesa, tal como exercitada em Doutor Fausto, exige muito do seu leitor, o que ainda é mais surpreendente num momento em que a prosa lusitana se destaca por autores com os recursos de um António Lobo Antunes, de um José Luís Peixoto, de um Gonçalo M. Tavares,de um Walter Hugo Mãe . Portanto, se o texto parecer um tanto recôndito (alguns poderão dizer que se trata de algo meio “rococó”, arabesquices à loutrance[10]) ao leitor do século XXI, será por culpa do empobrecimento do uso da língua e do grau do que chamávamos antigamente de conhecimentos gerais (creio não ser um surto de elitismo reconhecer esses fatos). Não é culpa de António Vieira se, como lemos em Hamlet, the time is out of joint”, se o tempo está fora dos gonzos. Ao propor uma contrassensual história secreta do século passado, através das sendas mais significativas que o marcaram, ele nos faz lembrar de que a literatura ainda continua sendo a imbatível trinca esplendor estético-força intelectual-sapiência.

fausto 1991

VER TAMBÉM NO BLOG:

https://armonte.wordpress.com/2014/01/31/destaque-do-blog-olhares-de-orfeu-de-antonio-vieira/

ANEXO

(diferenças entre as versões)

1991

-dedicatória a Blanchot

Índice

Capítulo 1: DIAS CAMPESTRES

Capítulo 2: PERCURSOS PARA O CONHECIMENTO

Capítulo 3: TORRENTES E TURBULÊNCIAS

Capítulo 4: O PALIMPSESTO

Capítulo 5: VITA NUOVA

Capítulo 6: JOGO E PRESENÇA

Capítulo 7: DECLÍNIO E TRANSCENDÊNCIA

2013

-dedicatória a Gilda

Capítulo 1: DIAS CAMPESTRES

Capítulo 2: PERCURSOS PARA O CONHECIMENTO

Capítulo 3: TORRENTES E TURBULÊNCIAS

Capítulo 4: O PALIMPSESTO

Capítulo 5: VITA NUOVA

Capítulo 6: JOGO E MEMÓRIA

Capítulo 7: O REENCONTRO

artigo sobre vieira

Amostra de Textos

(final do primeiro capítulo)

-na versão de 1991:

“Houve um momento do fim da infância em que as leituras de Fausto, a sua grande curiosidade dirigida às dimensões do mundo que via alargar-se, ameaçaram o universo de lendas e encantamento com que Branca o prendera. Essa mulher sedutora, que desde o berço lhe cuidara da carne—feiticeira jovem e antiquíssima fugida às fogueiras da Contra-Reforma, mas que transportava incólume no seu corpo um outro fogo antigo—sentia assim perder a influência que sobre ele detinha. Uma noite, como para lhe revelar a permanência em si de poderes mágicos, Branca levou-o pela mão ao seu quarto, zona oculta da casa, em Megalópolis. Trancou a porta, para que ficasse vedado o espaço de mistério; e, soltando os cabelos torrenciais, percorreu-os com um pente de marfim, enquanto apagava as luzes uma a uma: dos cabelos jorraram traços de luz, faúlhas, que, no escuro, a coroaram com um halo de fogo.

    Apesar do deslumbramento desta cena, Fausto não sucumbiu. Dispunha de novas chaves de decifração para os fenômenos, cujos efeitos exaltantes, contudo, o penetravam. A influência, nele, de Branca, era profunda: transmitira-lhe a paixão do que é selado, e o desejo de ir além da razão procurar o que está sob as causas das causas; e modelara o seu modo de olhar a Mulher, ser, para si, divino, solene, sensual e secreto, latente no seu próprio destino em figuras sucessivas, ainda que protegidas pela Noite e pela ambiguidade do porvir.”

embora partes do trecho acima ainda sejam encontradas na versão de 2013, nela o final do capítulo assim ficou:

“Fausto, magnetizado pela figura da loura prima, não a podia desfitar doravante. Obstinava-se em adivinhá-la e, de tanto a fixar, sobreveio-lhe a convicção insensata de absorver a sua última verdade. Horas depois, ao longo das aleias do cemitério por onde aquela multidão disciplinada caminhou devagar rumo à morada final que Paracleto possuía (…) ainda Fausto perseguia um cabelo dourado que cintilava ao sol e ondulava ao vento, indicando, encantatório, a presença de Ofélia.

    Todos enfim se detiveram. De um lado e de outro, grandes jazigos de mármore dominavam o grupo dos viventes (entre os quais rondava, porventura, algum susto da morte, transbordando um pouco—quem sabe—do apaziguamento operado pelo rito). Fausto sentia perpassar pelas pessoas um instante de vazio absoluto. Um pasmo sem palavras interpunha-se entre a realidade do cadáver empacotado no volume da urna e a abstração glacial da morte, que a todos devia unificar. Chuva rala riscou o bosque de ciprestes ao fundo: abriram-se os chapéus de chuva, qual muralha improfícua contra o céu. Até que o silêncio foi cortado pelos ruídos com que os funcionários do cemitério manipulavam o esquife de Paracleto e o empurravam por entre os restos dos seus avoengos, naquele recanto ignoto de Megalópolis que, antes ainda de ele nascer, já se lhe destinava e onde a sua vida metódica se vinha arrumar (como um livro de contabilidade, coberto de notas, na prateleira de uma repartição),até que tudo se esquecesse.”

1935  Paul Klee (1879-1940).  Drawn One. 1935.

(trechos do último capítulo)

– na versão de 1991:

“Ao ficar sozinho, cansado e um pouco ferido como se algo dele próprio morrera antes de si, Fausto mediu a dispersão da sua obra, dividida por três línguas, pelo percurso da sua dupla vida e o itinerário caprichoso que seguira na terra. Com inquietamento e encanto enfrentara os desafios sucessivos, sem se apaziguar: os seres vivos, os astros, as rochas, a sua própria essência errante—a tudo questionara; e procurara ver os invisíveis fios com que as Moiras o iam amarrando, e aqueles outros com que o moviam à ação: entre uns e outros, periclitava de ser livre. Mas todo esse seu questionar fora sempre animado pela presença prestigiosa do Ser total—isto é, conduzido segundo um discorrer metafísico. Ora Fausto descobrira de repente, no fundo de si, um projeto remoto e insensato, que sempre escondera mas nunca o abandonara: de surgir como grande intelectual do seu tempo,como subversor de ideias e poderes, que, permanecendo na sombra, se afirmasse só a partir de forças corrosivas  de sua obra: dava-se conta de quanto esse projeto insano, tributo do Jogo à História, se esvaía; mas não seria ele alguém que renunciara sempre a um desejo ardente e absoluto de poder, que o habitava, dissimulando-se no projeto fictício de um contra-poder? Não teria sido o seu anarquismo vontade ilimitada de poder? Assim se interrogava, e tentava intuir os seus próprios desígnios—e um lado da sua essência, que emergia, revelava-o a si mesmo como um desconhecido.”

– na versão de 2013:

“Ao ficar sozinho, cansado e um pouco ferido como se algo dele próprio morrera antes de si, mediu a dispersão da sua obra, dividida por três línguas, pelo duplo percurso da sua vida e pelos itinerários caprichosos que seguira. Com encanto e inquietude enfrentara desafios sucessivos sem se aquietar: a tudo questionara, de tudo quisera ver os invisíveis fios, e sobretudo aqueles com que as Moiras o iam amarrando e aqueles outros com que o moviam à ação: entre uns e outros periclitava o seu ser livre. Mas todo seu trabalho fora sempre animado pela procura das últimas causas, isto é, conduzido segundo um discorrer metafísico. Por isso o romance ficara abandonado. Eis que despertava no seu fundo um projeto insensato: de surgir como grande intelectual do seu tempo, subversor de ideias e poderes, mas que, mantendo-se na sombra, se afirmasse apenas a partir das forças corrosivas da sua própria obra. Projeto insano, tributo do Jogo à História! Afinal, não seria ele alguém que renunciara sempre a um desejo ardente e absoluto de poder que o habitara, dissimulado no projeto fictício de um contra-poder? Não teria sido o seu anarquismo o negativo de uma vontade ilimitada de domínio? Assim se interrogava, procurando intuir os seus próprios limites—e um lado obscuro da sua natureza revelava-o a si mesmo como um desconhecido.”


[1] Pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda, na Biblioteca de Autores Portugueses.

[2] Como se lê na entrevista concedida a Ana Marques Gastão, publicada originalmente na revista COLÓQUIO/LETRAS- 177 (2011) e reproduzida na edição da Topbooks.

[3] Lemos em Onde encontrar a Sabedoria?

[4] Um exemplo é a dissecação que faz dos cadáveres de dois gatinhos que nasceram unidos pela base do tórax:

“Antes de começar a dissecção, olhou ainda aquele ser com um olhar total. Maravilhava-se com a sua materialidade, ali ao seu alcance, com o seu contorno, as suas linhas, o seu absurdo. Dirigia a si mesmo mil perguntas: que comportamento teria animado tal ser, se vivesse? A que impulsos obedeceria um corpo com dois cérebros? E, se fora humano, como repartiria a liberdade entre as suas partes? (…)

    Começou Fausto o seu trabalho e, concentrado no mundo secreto das vísceras que interrogava, esqueceu o demais mundo. Ainda ali, a um primeiro olhar, a ordem prevalecia da desordem: todos os espaços estavam natural e perfeitamente arrumados, os órgãos que os instrumentos metálicos deslocavam das suas locas logo deslizavam para as reabitar, os plexos de artérias, veias e nervos espalhavam tempestivamente as suas ramificações até se perderem em finíssimos filamentos. Fausto abriu o coração e sondou as pequenas cavidades: raciocinava sobre o percurso possível do sangue naquele organismo singular…”

   Apesar das ressalvas de Vieira com relação a Thomas Mann, é visível em trechos como esse a irmandade, digamos, com o Doutor Fausto (1947) do autor alemão, no debruçar-se sobre os mundos orgânicos e inorgânicos e os seus liames imponderáveis.

[5] Não é à toa que a infância de Fausto é marcado pelo estudo da physis (e o final não foge ao padrão). Curiosamente, Ian Watt afirma (seguindo de perto as pesquisas de Francis A. Yates), sobre as origens do mito de Fausto (no século XVI) o seguinte: “Na época de Fausto, tanto os analfabetos quanto os letrados viam-se como habitantes de um mundo em larga medida governado por forças  espirituais invisíveis.Os mais ousados eruditos do Renascimento esperavam que a melhor compreensão das obras antigas, que acabavam de ser redescobertas, lhes proporcionasse novos meios para entender e controlar aquelas forças (…) os poderes em causa não eram demoníacos, e o correto seria vê-los como análogos às ideias platônicas; ele [Marsilio Ficino] os imaginava como medianeiros entre o espírito e a matéria, entre a alma do mundo e seu corpo material.” (cf. Mitos do Individualismo Moderno: Fausto, Dom Quixote, Don Juan, Robinson Crusoé, cujo trecho cito em tradução de Mario Pontes, Zahar, 1997; e também o importantíssimo Giordano Bruno e a Tradição Hermética)

[6] O que dá ao romance não só uma ambiência heideggeriana, mas também saturada da presença de Rilke (e de fato essa saturação de referências faz parte da tessitura do relato, e nem podia ser de outro jeito).

[7] Mas também o de Marlowe, o de Lenau (que não conheço), o de Mann, o de Valéry…

[8] Segundo Ian Watt, Marlowe cristalizou “três temas básicos do mito de Fausto: a excitação pelo conhecimento, o entusiasmo pela beleza terrena e a danação espiritual”. A propósito, foi ótima a ideia de se colocar na capa “O marcado”, de Paul Klee.

[9] Penso que ele se inscreve perfeitamente na categoria de obras romanescas “totais” que Kundera (em seu A arte do romance) caracteriza como a dos “paradoxos terminais”.

[10] Como já se disse do estilo de Lawrence Durrell.

foto das capas de vieira

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