MONTE DE LEITURAS: blog do Alfredo Monte

29/10/2013

“REPRODUÇÃO”: Bernardo Carvalho e o seu “negócio da China” nos 20 anos de carreira


bernardoreprodução

“Como é que eu não vi antes? Como é que fui me deixar enganar? Como é que uma chinesa do sul da China vai saber se Deus existe? Vai se foder! Não o senhor. Vai se foder, em geral, sem sujeito…”

O protagonista de Reprodução, um homem de meia-idade, é apresentado ao leitor como um “estudante de chinês”. Retido durante o check in para um voo rumo à economia mais pujante da cena atual, logo após ter avistado sua ex-professora do idioma (a qual desaparecera abruptamente -como como ele afirma reiteradas vezes, na “lição 22 do quarto livro do curso intermediário”) com uma menina de cinco anos (ambas são retiradas da fila por um agente federal), suspeito de cumplicidade em tráfico de cocaína, e interrogado ali mesmo no aeroporto por um delegado, acaba revelando que seu interesse em aprender a língua chinesa se baseia na antevisão de quem serão os mandantes do futuro, ele querendo estar preparado para a inevitável “invasão”.

Não deixa de ser curioso que Bernardo Carvalho tenha escrito um romance tão intenso e sugestivo sobre um sujeito basicamente movido por preconceitos e recalques de todo tipo, com uma performance reacionária quase atordoante, uma década depois de dar mostras do pior tipo de esnobismo “globalizante”, para não dizer arrogância, com o discutível Mongólia. Em entrevistas e declarações em função do lançamento de Reprodução, ressaltou um “discurso de ódio” que prolifera na internet, esquecendo o tom quase desprezivo de que se valera naquela obra anterior, no entanto tão aplaudida e premiada.

Mongólia era uma nota desagradável numa carreira que, chegando agora em 2013 aos 20 anos, desde a estreia com uma ótima coletânea de contos (Aberração), afirmou-se uma das mais expressivas da ficção brasileira recente, com títulos como Onze, Teatro e o brilhante Nove Noites. É certo que a narração pretensiosa da breve e insubstancial viagem pelo  território mongol arrefeceu a minha admiração pelo autor carioca durante certo período, mas Reprodução é uma bela surpresa.

Com tantos títulos de qualidade inegável, por que a surpresa? Porque Carvalho parece ter, de modo inconscientemente perverso, desejado sabotar a recepção do novo livro com declarações bombásticas que delineavam uma ideia equivocada do que iríamos ler: por exemplo, ele insistiu em que seu livro trataria da burrice endêmica que grassa no espaço da internet, com gente incompetente querendo opinar sobre tudo. Muitos (eu, inclusive) ficaram com a pulga atrás da orelha, achando que vinha uma bomba na linha dos escritos de Luís Felipe Pondé ou Olavo de Carvalho, dois luminares da linha “eu sou inteligente, o resto da humanidade que chafurde na idiotice, oh meu Deus, obrigado pelo privilégio”.

Enfatizando esse ponto, ele amesquinhou o escopo de Reprodução, que vai muito além da mimetização do discurso ressentido de quem acha que os “inferiores” estão tomando aos poucos o comando de um barco à deriva, rumo ao desastre: “Aqui todo mundo faz a mesma coisa. Rico, pobre. A mesma mentalidade. Rico acusa pobre de porco, de construir favela de frente pro mar, de jogar o próprio lixo pela janela, do lado de casa. E rico faz o quê? Constrói shopping e condomínio na beira de esgoto. Ciclovia na beira de esgoto. Puxadinho na cobertura pra pôr piscina, sauna, ar-condicionado, na beira do esgoto. Na laje. Rico pra milhões pra viver com vista do próprio esgoto. Ninguém consegue ficar longe do próprio esgoto. E isso é bom? É ótimo! Porque mostra a integração. No fundo, estamos todos integrados, ricos e pobres, não tem diferença…”

Na verdade, da forma como o texto foi estruturado, o que está em jogo é uma babel em que ninguém se entende, nem os falantes da mesma língua, porque todos estão presos nos seus próprios pressupostos, afogados por informações aleatórias, e não é possível “ouvir” uns aos outros. Nem o “estudante de chinês” nem a investigadora federal que trabalha infiltrada e que termina por sabotar todas as missões (entre elas, como membro de uma igreja evangélica), nenhum deles consegue dar um sentido ao que experimenta ou relata, todo mundo reproduz coisas lidas, ouvidas, sem sequer saber o fundamento ou validade delas: “Não foi o que te disseram? Também não li. Também não sei se existe. Me disseram. Mas, como investigador, você está realmente mal informado. Aliás, você viu que não existe imaginação? É. Não existe. Só memória. Ouvi no rádio, vindo pra cá. Os cientistas. Em alguém centro de excelência bem longe daqui. Se tivessem descoberto aqui, ninguém acreditava…” .

Para dar conta disso, a estratégia de Carvalho se revela incrivelmente criativa, com uma energia e um humor que ele ainda não revelara para o seu leitor: Reprodução apresenta monólogos (do estudante, da investigadora) “reativos”, como se os falantes estivessem continuamente reagindo a gestos e falas de outrem, num debate interminável, verdadeiramente babélico, e sobretudo improdutivo. Essa dinâmica realça a solidão, o isolamento, a perplexidade, o debater-se às cegas num mundo em que nada parece substancial.

Outro feito é a interpenetração dos faits divers da contemporaneidade num mesmo imbróglio, da ambição de aproveitar “oportunidades” (como estudar o idioma que representa o passe mágico para ser bem-sucedido) às estratégias do tráfico (de pessoas, de drogas), das variadas máfias e das subculturas da grande metrópole ao avanço dos cultos evangélicos na sociedade brasileira, com os resistentes estereótipos étnicos, sexuais e pátrios, sem contar os questionamentos sobre paternidade (um tema que lhe é caro). O que prova que, sem sair dos limites dos aeroportos nacionais, Carvalho conseguiu, em seu Reprodução, um “negócio da china” para coroar seus vinte anos de carreira.

(uma versão da resenha acima foi publicada originalmente em A TRIBUNA de Santos, em 29 de outubro de 2013)

VER NO BLOG

https://armonte.wordpress.com/2013/01/29/onze-de-bernardo-carvalho-o-mestre-de-paul-thomas-anderson-e-os-seis-graus-de-separacao/

https://armonte.wordpress.com/2011/01/14/o-ultimo-ato-de-uma-possivel-trilogia-do-exilio-o-sol-se-poe-em-sao-paulo/

RLlivro dos mandarins

REPRODUÇÃO  e O LIVRO DOS MANDARINS, de Ricardo Lísias

“Pau**, a bem da verdade, ficou um pouco tenso com a notícia de que seu nome já está definido para o Projeto China. Certo, um executivo de porte internacional como ele precisa saber controlar as emoções.

    Não é para qualquer, pensou enquanto retirava da gaveta o mapa que tinha imprimido com o roteiro da viagem que o ex-presidente e sociólogo Fernando Henrique Cardoso fez à China em 1995. O que o mais intrigava era aquela massagem que ele recebera no hotel, em um dia de mau tempo.

    Quando chegasse à China, Pau** imaginou de olhos fechados, na primeira oportunidade iria viajar àquele hotel e procurar o massagista. Não será difícil encontrá-lo: é lógico que  Fernando Henrique Cardoso pediu o melhor profissional da cidade. Ou da região, muito provavelmente (…) Lá em Pequim, Pau** vai descobrir a cama Ceragem, uma invenção magnífica que, com quarenta minutos por dia, coloca a saúde de qualquer um no lugar.

     Enfim, é bom lembrar que ele deve isso à força com que o Paul trabalhou para que seu nome fosse um dos indicados para o projeto China (…) Ninguém chega ao cargo do Paul impunemente: ele sabe reconhecer as pessoas certas. O amigo pode deixar, Pau** falou consigo mesmo, não vou decepcioná-lo.” (trecho de O livro dos mandarins)

“Por que fui estudar chinês? É a língua do futuro. Não tem resposta. Não deixe pra amanhã o que pode fazer hoje. Bu yao ba jin tian de shi tui dão Ming tian qu zuo. Como? Um dia, todo mundo só vai falar e entender chinês. Pode escrever. Até isso aqui entre nós, este interrogatório, vai ter que ser em chinês. E aí quem não falar tá fodido. Já pensou? Eu não quero me foder. Ninguém quer. Claro, claro. Aqui não se fala palavrão. O senhor manda. O.k., não é interrogatório. Não precisa gritar. É uma conversa. Tem um monte de negócio aí nas paradas pra quem fala chinês. Comércio exterior, importação-exportação. O senhor sabe que daqui a uns anos, se for pra seguir as previsões dos economistas, o cenário [ele faz o gesto das aspas com as mãos], não é assim que se fala?, o ´cenário´ vai ser a China, maior economia do mundo? O senhor não leu que eles estão até pensando em instalar uma célula do PCC na estação espacial chinesa, com membros que vão ter no espaço as mesmas atribuições que eles têm aqui na Terra? É! Pode preparar, sim! Burocratas. É! PCC mesmo. Não, não estou de sacanagem. Não leu?  Na rede. Não, burocratas! Nada a ver com traficante, nada a ver. Partido Comunista Chinês. Outro PCC. Burocracia no espaço. E quando eles invadirem o Brasil, quero dar as boas-vindas em chinês, cantando. Sabe como é que se diz? Não quer saber? Pois foi assim que ela me recebeu no primeiro dia de aula, na porta da escola, cantando as boas-vindas em chinês, huang ying, huang ying, que nem fazem lá na China no primeiro dia de aula, no jardim da infância, e quem disse que eu entendi?” (trecho de Reprodução)

Não deixou de causar espécie, quando o romance de Bernardo Carvalho foi lançado, as similaridades que apresentava com o extraordinário O livro dos mandarins (2009), de Ricardo Lísias. Neste, o executivo de uma grande empresa empenha-se no estudo do chinês e da cultura chinesa em geral, imbuído de uma quase veneração por Fernando Henrique Cardoso como arauto de todas as ideias que grassaram na feição mais agressiva do capitalismo pós-Fukuyama e seu “fim da História”.

Além da meticulosa imersão do leitor na mentalidade que norteia seu “estudante de chinês” (Paulo, cujo nome vai sofrendo modificações hilariantes ao longo do livro, como o Pau** do texto em epígrafe exemplifica), Lísias—com enorme virtuosismo—construía uma linguagem que dava conta dessa escamoteação do mundo real em função da ufania propagandística do triunfo das “políticas de gestão”: as informações (e também as suas distorções) iam e voltavam, num processo reiterativo quase hipnótico (aliás, uma característica cada vez mais pronunciada do estilo de Lísias, presente inclusive no seu último romance, Divórcio).

Pois bem, em certa medida (e embora ele o negue enfaticamente), temos a impressão de que Bernardo Carvalho leu atentamente Ricardo Lísias, ou pelo menos o referido O livro dos mandarins. E o que apresenta em Reprodução não é uma imitação ou um pastiche do talentoso (e mais jovem; Carvalho tem 53 e Lísias, 38) autor paulista: não fosse a negação, poderíamos encarar o que ambos os romances apresentam de similaridades, como um vigoroso “diálogo entre textos”, e creio que os dois se beneficiam da comparação. Afinal, ninguém vai dizer que o Faulkner da 2ª. parte de O som e a fúria seja um mero pastiche ou imitação de Ulysses, de Joyce. Com seus acordes que de alguma forma respondem aos de A náusea,  ninguém dirá que O estrangeiro, de Camus, é uma melodia decalcada do livro de Sartre. E assim vai: Os demônios, de Dostoievski, e Pais & Filhos, de Turgueniev, etc etc etc. Ainda que eu não tenha conhecimento de um autor mais velho ter sido “afetado” (na falta de palavra melhor) por um autor mais novo, sabemos o quanto Thomas Mann e André Gide se alimentaram das experiências dos mais jovens, e como isso revitalizou suas obras, sem que elas perdessem a sua fisionomia própria. Mais ainda: uma obra como  O livro dos mandarins, por tudo o que a literatura é (ou deveria ser) é um ponto de inflexão de uma época e suas reverberações atingem, obrigatoriamente, o conjunto de sua produção. É um livro seminal.

Mas vejamos: há alguém que mergulha (ainda que afirme continuar não entendendo quase nada) no idioma chinês, há o problema da visão reacionária, o seu quê de fukuyamesco apocalipse da história como luta das forças sociais, com seus toques triunfalistas (camuflado na sátira de O livro dos mandarins; com toques mais evidentemente sombrios em Reprodução); sobretudo, há os recursos de linguagem, esse discurso círculo vicioso, com afirmações reiterativas (não falta nem um daqueles personagens que descarrilam dos trilhos da razão e do comportamento “adequado”, tão típicos de Lísias, como a mãe do agente federal, que “pirou” e xinga até o filho[1], e a própria investigadora que fica a um passo do desvario, se é que não é um desvario do próprio “estudante de chinês”—impossível acreditar que Carvalho não leu Lísias): “Louco? Meu voo sai às seis, são quatro e meia e eu estou detido numa cela sem janelas e sem ar-condicionado, porque a minha ex-professora de chinês desaparecida, agora sequestrada pelo seu colega, disse que eu sou gay. E o senhor me pergunta se eu estou louco? (…) Eu quero meu advogado! Não digo mais uma palavra antes de falar com um advogado! Não estamos na China! Eu  já disse o que vou fazer na China. Vou repetir: na China não tem gay!”

Sem querer, obviamente, esgotar aqui as implicações dessa feição comum de duas obras tão recentes, o que eu acho que é ao invés de negações (e negaceios), ou de vasculhamentos à cata do que há de Lísias no Carvalho de Reprodução, o leitor da (em ótima forma, inclusive graças a eles) ficção contemporânea brasileira[2] terá um ganho enorme ao ver como dois autores tão diferentes podem aproveitar temas muito próximos, com altos rendimentos de parte a parte.

REPRODUÇÃO

VER NO BLOG

https://armonte.wordpress.com/2012/04/14/o-livro-dos-mandarins-satira-deliciosa-a-linguagem-da-globalizacao/

 TRECHO SELECIONADO DE REPRODUÇÃO

“Ritual, para mim, é isso: sobreviver em sociedade. Tem que se igualar, compartilhar, reproduzir. Não? Agora não é tudo coletivo? Todo mundo não faz a mesma coisa? E se todo mundo é crente… Achei que você já tivesse pensado nisso. Eu penso todos os dias. Ritual serve pra te convencer de que você não está sozinho. Não é melhor acreditar e pertencer? Quem vai ligar pro que eu penso ou você, sozinhos? Pense bem. Quem vai ligar daqui a dez, vinte anos, quando o país inteiro for só um amontoado de igrejas, disputando espaço a tapa umas com as outras?  Daqui a vinte anos, é possível que o que gente pensa nem seja mais pensamento. Então, não é melhor parar de pensar logo e começar a orar para que os psicotrópicos—não é assim que você diz?—continuem fazendo efeito. Pela força da palavra coletiva. Antes de começar a tomar os psicotrópicos, achei que estava ficando louca, e foi só por isso que eu pensei que, nessas horas, o melhor—e é o que os loucos em geral não fazem—é ficar calada. É. Não dizer mais nada. Você acha o quê? Que eu não sei disfarçar? É isso mesmo. É o problema da hipocrisia. Você diz uma coisa aqui e faz o contrário ali. E tem que acreditar que está fazendo a mesma coisa. Não é pra discutir. Tem grupo de apoio pra ajudar. Tem que acreditar no poder da palavra coletiva. Tem que acreditar que o que você diz é o que você faz. Eu te pergunto: que é que toda essa gente vai fazer com Deus se não é pra resolver o problema da hipocrisia? Me diz. Eu olho pros lados, na igreja, na marcha com Jesus, e penso: que é que eles vão fazer com Deus? Posso responder por mim. Sério? Cínica? Sabia que você ia dizer isso. Não disse, mas pensou. Ainda está se perguntando o que vou fazer na igreja se não acredito em nada? É porque não leu o relatório. Se tivesse lido, sabia que vou lá repetir, reproduzir…”


[1] “Basta fazer os cálculos. Ele nasceu cinco meses depois de você ter ido embora. Claro. Por que é que um garoto de dezenove anos ia se lembrar do nascimento do filho da vizinha? Ainda mais de uma vizinha louca? Você é que disse. Não tinha dezenove? Dezoito, então (…) Te incomoda que eu faça as contas? Não incomoda. Melhor. Pra não me perder. E por que é mesmo que o menino seguia a mãe descalça, gritando pela rua? Entendi. Quando ele tinha o quê? Quinze anos? Vou botar quinze só pra me localizar. Não sou burra. Entendi. Ela é que gritava. O menino não gritava. Entendi. Ele não é louco—bom, não era naquela época. Ela é que era louca. Certo. Ele seguia a mãe, enquanto ela gritava. Para ela fazer o quê? Voltar? Não? Vou anotar aqui: ela nunca voltou da viagem de ácido, mas isso foi antes do filho nascer. É isso, não? O.K. Pra ma localizar. Estou anotando…”

[2] E Reprodução faz bonito numa linha de romances recentes que se aproveitam do que chamei de “discursos raivosos”, verdadeiras metralhadoras giratórias, como Manual da destruição, de Alexandre dal Farra, e palavras que devoram lágrimas, de Roberto Menezes.

Veja-se o trecho abaixo:

“Não perguntou. Certo. Mas se perguntasse, não ofendia. Ofende é chamar de gay. Aí, sim. O que? Boi de piranha é o caralho; uma piranha! É isso que ela é! Uma puta de uma piranha de crente! Ué, não foi ela que me chamou de gay? Foi ou não foi? O senhor é que está dizendo. Ou está querendo me indispor com a minha ex-professora de chinês? Eu até entendo que a igreja expulse a minha ex-professora de chin~es , porque, convenhamos, pra conseguir converter gay em marido—o que já seria milagre em qualquer outra igreja—, é preciso pelo menos ter um pouco de bom senso para identificar primeiro o gay. E eu que fui dizer que ela era boa professora! Mas não vou engolir essa história de direitos iguais pra gay e simpatizantes. Não, não, não. Gay é que nem praga na hora de Deus. Gay não reproduz (…) Por isso é que não pode deixar. E nisso estou com o Vaticano, não pode deixar. E com os milhares de franceses manifestando nas ruas de Paris, capital dos Direitos Humanos. Já pensou o mundo inteiro de batina, um metendo a mão debaixo da batina do outro? Já pensou? E agora ainda deram pra querer ter filho! E são modos? Eu? Mesmo? Há dois minutos, eu era gay, e agora sou homofóbico? O senhor tem que se decidir! Sinceramente. Quem ? O seu amigo? O que fugiu com a minha ex-professora de chinês? (…) Bom, então deixa eu tentar entender. O seu colega, que sequestrou a minha ex-professora de chinês, está dizendo que a minha ex-professora de chinês disse que abandonou o quarto livro do curso intermediário no meio da lição 22 porque eu era… desculpe, sou gay? Como? Ela disse?”

Bernardo-Carvalho-Francesco-Gattoni

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