MONTE DE LEITURAS: blog do Alfredo Monte

29/10/2012

ELEGIA DE DUÍNA: “Suíte de Silêncios”, de Marilia Arnaud


“É preciso penar, pai?

   Sim, para que as notas soassem limpas e afinadas, as pausas fossem executadas no tempo correto e o timbre repercutisse densamente, sim, Duína, não basta querer, é preciso atenção, disciplina, constância.

   Seria preciso uma existência inteira? Pois eu seguiria em frente e a minha falta de talento seria compensada com prática e persistência.

   Que engano! Enquanto a música corria nas artérias do meu pai, livre e obstinada como a vida, em mim esteve sempre limitada a uma tentativa frustrada de aproximação da verdade, de purgação de feridas, de busca de afeto e equilíbrio, de aceitação de mim mesma —a música como uma possível resolução para meu desassossego, para a minha angústia incessante feita de equívocos, indefinições e esperas; a música como crença, pois sendo tão grande e indecifrável quanto Deus, fazia-se,  porém, mais próxima e menos inefável nos reconhecíveis olhos desesperançados do meu pai…”

“Por que em mim as coisas não terminam?”

(resenha publicada em A TRIBUNA de Santos, sem notas de rodapé ou anexos, em 28 de agosto de 2012)

Atualmente, a ficção  “intimista” é estigmatizada como um exercício anacrônico e menor da literatura (de maneira diferente, é claro, mas igualmente depreciativa,  a ficção calcada no enredo também foi posta num limbo desqualificador). Decretadas a morte do sujeito e a desconfiança com relação a qualquer foco narrativo (marcas de uma verdadeira literatura “exigente”), como aceitar um discurso ficcional com base na reles psicologia individual, tateando por entre as experiências formativas de um “real” (que, está decretado também, sempre terá de vir entre aspas), muitas vezes ancorado no (cruz credo, vade retro) autobiográfico?

Pois eu, como leitor (porventura anacrônico ou não-exigente), fico contente de ver autores talentosos resistindo a essa risível redução do ficcional a experiências metalinguísticas e/ou a uma desconsideração pelo real e pelo autobiográfico (pois se a vida individual não tem importância, por que nos apaixonamos por personagens de ficção?). É o caso de Chico Lopes (Nó de sombras, Dobras da noite, Hóspedes do vento, O estranho no corredor), de Nilton Resende (Diabolô) e de Marilia Arnaud, de cujo romance de estreia, publicado pela Rocco, Suíte de silêncios retirei os trechos que abrem este texto.

Suíte de silêncios propõe ao leitor uma equação (talvez fosse melhor dizer partitura, para ficar no universo em que se movimenta a protagonista) ao mesmo tempo simples, elegante e dolorosa: confrontada com um diagnóstico de câncer (ou seja, com uma doença que costuma—em suas formas mais severas—“selar” um destino; a certa altura, lemos sobre a “inutilidade de todos os procedimentos frente à obscura tenacidade das células —ah, a exatidão da morte!”), ela vai para a cidade natal do amante que a abandonou, forjando um discurso dirigido ao ausente, em que vêm à tona as coisas não-terminadas, não “seladas”, da sua existência, entre elas a relação entre ambos, o abandono da mãe quando ela tinha nove anos e a devastação emocional e a incomunicabilidade que acarretou na família (“Papai é um homem gentil e reservado. Sei que deseja me dizer coisas boas, mas dentro dele mora um anjo de silêncio, e o que gostaria de falar acaba sempre boiando em seus olhos”), a relação abusiva com o professor de violino quando era adolescente (narrada sem a menor melodramatização), a inadaptação ao mundo e às outras pessoas, a frustração com a carreira musical…

Apesar da feição ora angustiante ora patética que essas incompletudes da existência adquirem na voz de Duína Torrealba,  há um elemento estranhamente  (mesmo porque Suíte de silêncios passa longe de ser um romance otimista) reconfortante nesse diálogo interminado e interminável com o amante: não parece que a vida possa ter um fim, chegar a uma conclusão, há sempre o que dizer…

E é ao recapitular seu percurso formativo, sem linearidade, como que obedecendo a uma modulação musical diáfana e no entanto muito  determinada, que percebemos a qualidade intimista do livro da escritora paraibana: a vida é repassada em seus aspectos banais (pois mesmo que individualizadas ao extremo, ao ponto do solipsismo, são experiências que qualquer pessoa poderia viver) através de formulações precisas  e maduras que só a apreensão literária de primeira água pode proporcionar, quando ancorada numa vivência autêntica. No anexo abaixo, transcrevo alguns exemplos da capacidade de Marilia Arnaud de dar ao leitor o que Lily Briscoe (em Ao farol, de Virginia Woolf) sentiu ao terminar seu quadro: “Qual o sentido da vida?—isso era tudo — uma pergunta simples, das que tendem a aguilhoar uma pessoa com o passar dos anos. A grande revelação nunca chegou. Ao invés disso houve pequenos milagres diários, iluminações, fósforos inesperadamente acesos na escuridão e aquele era um deles… a onda estourando a sra. Ramsay dizendo Para aqui, vida!, a sra. Ramsay tentando transformar o momento em alguma coisa permanente… isso era da mesma natureza que uma revelação. No meio do caos havia uma forma…”[1].

Se a autora de Suíte de silêncios tem estofo para oferecer alto nível de intimismo na maior parte do livro, no embate de Duína com seu passado sofrido e nunca “acabado”, mesmo que congelado num “destino”, infelizmente há o outro lado da moeda, e nesse sentido a invocação de Virginia Woolf é ainda mais proposital, uma vez que a partir da genial escritora inglesa começou a ser postulada uma coisa abominável chamada “escrita feminina”, cuja vinculação com o intimismo gera confusão e equívocos literários.

De saída, quero deixar claro meu horror aos “estudos de gênero” e quejandos, no sentido sexualizado do termo, masculino, feminino, hetero ou homo. O fato é que Virginia Woolf escreve como Virginia Woolf, Clarice Lispector como Clarice Lispector, e Marguerite Duras como Marguerite Duras, e não porque aderiram a uma “escrita feminina”.

Marilia Arnaud adota um vezo no seu discurso (dirigido a um “você”, o amante) que pode ser encontrado em alguns textos de Duras e em Água viva, de Clarice. Isso de forma alguma os torna textos-irmãos e nem qualifica a autora de Suíte de silêncios à altura daquelas autoras. Muito pelo contrário. Apesar da equação (ou partitura) apontada no início, o uso do “você” acaba em muitas páginas sendo mais um defeito do que um acerto na tessitura do romance: em muitas páginas fracas, Marilia adota o pior da “escrita feminina” ao enveredar (não somente, mas principalmente, em outras passagens infelizes, há um tom de auto-ajuda ou, ainda, um tom lamentoso decididamente cafona) por um irritante erotismo-clichê, que lembra não as grandes autoras citadas, mas autoras de naipe mais modesto e discutível, como Olga Savary, em seus piores momentos, e Nélida Piñon, que há exatamente 40 anos escreveu um livro-referência em termos de relação equívoca e desfocada entre “intimismo feminino” e “erotismo”: A casa da paixão (1972). Se em certos momentos, Marilia Arnaud é bem feliz ao evocar para nós João Antonio, em outros, ela podia ter podado seu texto sem dó nem piedade (essa oscilação aparece no anexo).

Portanto, a romancista estreante demonstra acertos ao dar ao vivido as fórmulas exatas que ele precisa para existir no verbo feito carne, assim nos dando a “voz” autêntica e inconfundível (ainda que cheia de dissonâncias) de Duína,  e erros quando tenta transformar a carne e o sofrimento em malabarismo verbal, criando ruídos de comunicação entre nós e essa voz.

A grande promessa para o gênero (literário) que Suíte de silêncios representa é que os acertos superam com larga vantagem os erros.

ANEXO

Como disse acima, Suíte de silêncios oscila entre páginas repletas de “paixão medida” e outras que escorregam para o mau-gosto e para o “pinõnesco”.

Por isso, fiz uma pequena antologia de momentos de que gostei (que estarão em negrito) e outros (que estarão em itálico) que, francamente…

O leitor há de notar que às vezes nas boas passagens há umas passagens um tanto chavão, mas que se incorporam bem à partitura como um todo. Pois não é a originalidade da experiência ou da formulação que está em jogo, mas o seu poder de nos convencer. Não há nada de novo, mas o discurso  pode ter a característica de  traduzir o “cintilar enceguecedor de dunas sob o sol”, ao invés de tentar poetizar de maneira brega “o brilho candente e enceguecedor do irresoluto amor”. Enceguecedor por enceguecedor, prefiro o primeiro caso.

“Custava-me retornar para casa depois das aulas, dedos indicador e médio cruzados, olhos bem cerrados, sob buzinas estridentes e xingamentos de motoristas, esbarrando em postes, paredes e pessoas, sufocada de calor e esperança, na fantasia que encontraria minha mãe no terraço, balançando-se na cadeira de palhinha, Pedrinho no colo e Leila deitada aos seus, aguardando por mim, desde que eu conseguisse chegar lá sem abrir os olhos uma unia vez, se não fosse atropelada por nenhum automóvel, e, chegando mais uma vez constatar que não, ela não voltara, não ainda, e me sentar à mesa e comer sem nenhuma fome debaixo de um silêncio difícil, partido apenas pela fala estridente de Pedrinho ou por um ganido de Leila, e novamente estar de frente à cadeira vazia e inútil, triste como sabem ser as coisas que um dia foram usadas por quem amamos”.

“Ao mesmo tempo em que comecei a suspeitar de que seu retorno estava fora do alcance do meu desejo, por maior que fosse esse desejo, um pensamento, de início breve e sem consistência, foi tomando forma e ganhando espaço em minha mente, até que, constante e inequívoco como um objeto sólido, espedaçou minha confiança íntima, impondo-me a desconcertante certeza de que minha mãe nunca mais voltaria para nós, porque simplesmente não queria voltar, porque assim escolhera.

   Então, arregalei os olhos, e tal uma borboleta noturna, espaventada com o alumbramento do mundo à minha volta, dei de cara com um tanto de gente e de coisas para serem vistas.”

”Dentre todas as coisas que existem no mundo, chuva e música são as que mais gosto.

  Da chuva, gosto desde quando no céu as nuvens vão enegrecendo e se amontoando e descendo, descendo, a ponto de quase tocarem a ponta do farol, e um vento nervoso começa a assobiar e a assanhar as fruteiras de papai, as flores de vó Quela, e a enfunar as roupas nos varais, os vestidos das mulheres que passam nas calçadas, e um perfume intenso de terra e mato vai se espalhando pelo mundo, até o momento em que as gotas d´água começam a tamborilar nas vidraças das janelas (…)

   Música me abre um rasgão no meio do peito. Papai me deu a música; mamãe, a saudade. Pai e mãe fazem doer; aprendi a gostar da dor.”

“Você acredita na alardeada inocência das crianças? Não se iluda, meu bem, só há inocência nos bebês (…) Por trás da lembrança mais devastadora da minha infância, daquela que lançou uma sombra sobre o meu coração, fazendo com que ele nunca mais batesse no mesmo tom, escondem-se uma criança e algumas palavras. No rastro dessas, vieram outras, crianças e palavras, com pequenas variações, e olhares enviesados, silêncios e reticências.

    Atrás disso tudo, e no centro de todas essas recordações, esconde-se a minha mãe, a que estava em toda parte e em lugar nenhum.

   Sim, foram elas as crianças, que me puseram frente a frente com a perversidade em sua forma mais espontânea, mais absoluta. Mataram dentro de mim uma coisa sem nome…”

“E assim foi, e foi tanto e mais, que todo o meu dia, as horas brancas e as negras, a música e os sonhos, as palavras e o silêncio, as pessoas e as coisas, a cidade e o quarto, tudo passou a ser você e o seu sorriso inteiro, e o seu olhar de anil, e seus braços de calor e claridade, e seu sexo de sol, você, você, você…

   Sim, eu o amei como só é possível amar em tempos de guerra, com a lucidez alucinada de quem sabe que aquela pode ser a última vez, que o corpo adorado pode ser o corpo para sempre perdido (…)

   Enxergava em você algo dos homens do deserto que eu não sabia precisar, e que soprava uma tempestade de areia quente em meu sangue (…) Meu Tuaregue de impossíveis olhos azuis, o que é isto, de tanta força e encantamento, senão amor? Haverá outra palavra que traduza este cintilar enceguecedor de dunas sob o sol?”

“Alguma coisa nova estava para me ser revelada. Sim, alguma coisa estava para acontecer e invadir minha vida. E bastava espiar o professor Ramon para sentir a tal coisa vindo em minha direção (…) passado o assombro das primeiras vezes, segui em frente sem que me queixar, mais aplicada nesse aprendizado do que no da música, e até com mais habilidade, como se já tivesse jogado muitas vezes antes de conhecer o professor Ramon, em algum tempo impossível de ser lembrado, como se esse saber estivesse gravado em minha carne, e fizesse parte de mim, do meu eu mais oculto e mais significante (…) Agora, não há como voltar atrás. E mesmo que houvesse, seria de todo inútil, pois o que está feito não pode ser desfeito. Então, faço simplesmente o que o professor Ramon espera que eu faça. A cada aula, em meio às cordas mudas e partituras desnecessárias, avançamos mais um pouco, sempre mais um pouco…”

“Fui encontrá-las, todas lacradas, no cofre do meu pai, como se fossem colares, brincos, anéis, broches, tiaras, joias de uma morte, mantidas ali há mais de vinte anos, para o olhar de posse e secreta saudade do amante (…) Não me recordava da caligrafia infantil, as letras diminutas, inclinadas para a direita, uma atropelando o espaço da outra, como se tivessem urgência em se fazer palavras.

   As datas dos selos confirmavam o que vó Quela me dissera, que as cartas haviam começado a chegar aproximadamente quatro meses após a partida de minha mãe, e que somente se interromperam com a sua morte, anunciada por telegrama, não se sabia por quem.

   Então, à sua maneira, minha mãe lutara para não ser esquecida.

   Das profundezas do tempo, nos envelopes cerrados, as palavras rangiam, presas da longa espera, e urravam, vermelhas, negras, inchadas de significados.

   Finalmente, a verdade.

   Mas o que é a verdade, quando se trata de pessoas? (…)

   Não, ainda que tentada, não cheguei a erguer a pedra que meu pai colocara sobre a sua desgraça. Não me cabia a coragem, ou o desespero, para descerrar aquele silêncio, tecido fio a fio em sua humilhação e em minha derrotada espera.”

“Como Pedro ousava se esquecer do inesquecível? Oh, meu irmão, por que será que os que se foram nos dominam mais do que os que seguem ao nosso lado? Por que temos que carregar esses cadáveres em nossas costas? Por que seguimos buscando as chaves dos quartos proibidos, tentando decifrar os hieróglifos gravados nas suas paredes intemporais?—Como podia fingir que não fora apanhado pela mão do abandono, aquela que cravara suas unhas em nossa infância e a empurrara por um despenhadeiro, inscrevendo em nossas almas sua marca de desolação? (…) Não se escolhe viver essas experiências, são elas que vêm a nós, e desarranjam nossas existências, e nos estigmatizam, e nos destroem.

  O que me resta, senão uma postura de humildade perante a vida? De joelhos, frente ao seu vasto mistério, rogo, vida, vida minha, não me tome mais nada,por tudo que há de sagrado, não me prive da minha verdade, não viole minha essência!”

“Durante anos, andei por consultórios de terapeutas  e psicanalistas, submetendo-me a tratamentos convencionais e alternativos (…) Devia ser exaustivo tentar me curar dessas feridas sem nome que carrego comigo. Aquilo exigia horas de delirantes sessões, um sem-fim de palavras e lágrimas, e também de enormes silêncios, durante os quais eu tinha pensamentos descabidos, como, por exemplo, se aquele psicanalista empavonado, que me ouvia balançando a cabeça com ar grave, e que se dizia deficiente visual, o era de fato, ou se fazia passar por tal com a finalidade de deixar as pacientes como eu mais à vontade e, assim, por trás dos óculos escuros, desfrutar com avidez de partes dos seus corpos que normalmente não estariam à vista.

   Deitada, abria bem as pernas, e sim, parecia-me que uma tensão se apoderava dele, dos músculos do seu rosto, que as narinas se dilatavam e lhe tremia o queixo, e suspeitava que, escondido sob as calças, o sexo inchasse à sua revelia.

   Assombroso? Não, apenas excitante.

   Quem ali de nós dois poderia ser considerado ´normal´? Não seríamos todos neuróticos, paranoicos, fóbicos, psicóticos, fetichistas, maníacos, obsessivo-compulsivos, todos buscando algum sentido para a vida?

   Tão tênue a fronteira entre a fragilidade e a loucura, meu amor…

   Como escapar da pungente consciência da nossa finitude, senão através de fantasias e atos extremos?”

“E quando o desejo se tornava maior que nós, você estacionava e me tomava toda nos braços, e por alguns instantes as igrejas seculares viravam o rosto para não assistir ao brilho candente e enceguecedor do nosso irresoluto amor (…) Você tinha pressa de estar dentro de mim—desde sempre, a inquietude, a voracidade nos gestos, a impetuosidade no querer–, e em breve estaria, porém, em meio a beijos, lambidas, toques, desejava vê-lo, vê-lo mais, ah, João Antonio, não queria que nada me escapasse, nem o mais remoto sinal, a mais secreta singularidade do seu corpo, os pelos no interior das narinas, a cicatriz de uma cirurgia no tórax, os músculos retesados das coxas, a surpreendente opulências das nádegas, todas as suas mais íntimas partes.

  Queria devassá-la devagar e perversamente—onde se oculta o mistério da carne?—, encher meus olhos, fartá-los das estrelas, flores, montanhas, rios e lajedos do seu corpo, dos palácios, templos e catedrais que o engrandeciam—seu corpo Olimpo (…) uma trilha de desejo crescente, vem, João Antonio, meu corpo alucinava, vem logo (…)

   Qual o destino de um corpo, senão a sublimidade de outro? (…) e agigantava-se em mim uma saudade do seu corpo, que tinha o cheiro de chuva, o gosto morno e felpudo de um mistério da minha infância, uma saudade dos seus olhos que sabiam contar coisas bonitas de mim, das suas mãos, que me teciam incêndios na pele…”

VEJA TAMBÉM : http://literaturasemfronteiras.blogspot.com.br/2012/07/a-suite-de-silencios-de-marilia-arnaud.html


[1] Esta é a tradução de Luiza Lobo. No original, “What is the meaning of life? That was all—a simple question; one that tended to close in on one with years. The great revelation had never come. The great revelation perhaps never did come. Instead there were little daily miracles, illuminations, matches struck unexpectedly in the dark, here was one … the breaking wave; Mrs. Ramsay bringing them together, Mrs. Ramsay saying Life stand still here; Mrs. Ramsay making of the moment something permanent… this was of the nature of a revelation. In the midst of chaos there was shape…” (utilizo a edição da Wordsworth Library Collection, 2007).

2 Comentários »

  1. Caríssimo Alfredo, muito obrigada pela resenha, que traduz uma leitura rigorosa e honesta. Grata por apontar o que considera excessivo e dispensável no Suíte. Grande abraço.

    Comentário por Marilia Arnaud — 26/08/2012 @ 17:35 | Responder

    • Obrigado, Marilia. Ontem, por coincidência, assistindo ao programa LEITURAS da TV Senado, vi um comentário sobre o seu livro.
      Um grande abraço.

      Comentário por alfredomonte — 27/08/2012 @ 13:01 | Responder


RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: