MONTE DE LEITURAS: blog do Alfredo Monte

05/12/2011

LUSCO-FUSCO, o CRIME E CASTIGO de Rosário Fusco


Dedico esse post a Denise Bottmann e seu admirável trabalho

Acesse: www.naogostodeplagio.blogspot.com

“…David fechou a porta com a chave… como se executasse algo premeditado há séculos…começou a esmurrar, no rosto da proprietária, todas as caras–homens, mulheres e crianças–que conhecia” (Rosário Fusco, O  Agressor)

“Era como um espírito sobrepairando a tantas miseriazinhas e sentia-se único e solitário (…) Revoltava-se ainda mais contra esses olhares porque o atingiam, na sua insatisfação de errático às vezes entregue a uma verdadeira volúpia de rebaixamento, acostumado às rameiras sem idade, como sem cara, acontecidas nas esquinas obscuras de sua vida. E lhe davam ainda maior consciência da sua abjeção física, fermentação de apetites e baixezas, igual à dos outros…” (João Alphonsus, O mensageiro)

No começo dos anos 80,  li Crime e Castigo, de Dostoievski, pela primeira vez. A Abril Cultural, àquela época, estava lançando a série “Obras-Primas” em edições caprichadíssimas quanto a capas, papel, lombada, tudo de primeira, e muito barato. A tradução era de Natália Nunes (a mesma que consta das Obras Completas pela Aguilar).

Em 2001, pela editora 34 apareceu a tradução de Paulo Bezerra, ao que consta a única direta do russo.

Entre uma e outra (“biquei” também nas minhas diversas e fragmentadas voltas ao livro a tradução de Luiz Cláudio de Castro, que saiu pela Ediouro), descobri nos sebos a edição que a José Olympio fez das obras de Dostoievski e creio que ali encontrei o “meu” Crime e Castigo, o de Rosário Fusco (sua tradução foi publicada, em primeira edição, em 1949;  tenho a edição de 1955, onde não se modernizara ainda a transcrição dos nomes russos, eles estão todos à francesa; mais tarde, em edições posteriores, Guimarães Rosa supervisionou a nova transcrição).

Quem é Rosário Fusco? Um grande nome do modernismo mineiro (nasceu em 1910 e morreu em 1976), membro do grupo que em Cataguazes manteve a revista “Verde”. Como ele está praticamente esquecido, ainda mais com esse nome exótico, devo dizer que só soube mais da sua existência e da sua obra quando estava estudando o modernismo mineiro para minha tese de doutorado sobre Autran Dourado. Há um capítulo nela chamado “O tamanho mineiro do modernismo”, em que estudo textos de Godofredo Rangel, João Alphonsus e Cyro dos Anjos e também comento algo a respeito de Fusco e Afonso Arinos. Para mim, durante anos, Fusco foi única e exclusivamente o esplêndido tradutor de nome insólito de Crime e Castigo. Na época em que escrevia a minha tese (final dos anos 90 e começo desta nossa década) era ainda muito refratário à Internet, praticamente não a utilizava, e meu método de pesquisa era muito pouco ortodoxo, um pouco guiado pela “música do acaso”. E essa música me fez encontrar, na biblioteca da escola onde dava aula, justamente um exemplar de O Agressor, de Fusco, numa obscura edição de 1976 da Francisco Alves. Um romance aliás todo dostoievskiano, mostrando a tensão crescente entre o protagonista David e uma dona de pensão autoritária, “disciplinadora”. Também li por essa época a obra de João Alphonsus e um de seus contos, O Mensageiro, apresenta o mesmo tipo de embate, com as mesmas características raskólnikovianas de oscilação entre o sentimento de onipotência e o auto-rebaixamento.

Sei que vou espantar e decepcionar os puristas e adeptos de traduções vertidas diretamente do original, mas a tradução feita do francês do grande escritor mineiro é, para mim,  a que melhor capta o espírito, mais que a letra, do romance mais famoso do grande autor russo. Há algo na cadência febril do estilo de Fusco, algo na sua fuliginosidade, que o aproxima mais do texto do que todos os esforços, mais que louváveis, decerto, do grande Paulo Bezerra (diga-se de passagem, é  bom que ambas as versões existam).

Pois bem, após o começo dos anos 80, meu Raskólnikov se tornou mais Fusco, e a Abril Cultural virou a Nova Cultural e foi aquela decadência… Eles volta e meia relançavam a série “Obras-Primas” mas sempre em edições progressivamente pioradas. A última versão então apresentava traduções suspeitíssimas assinadas por nomes que eu duvido que existam (ficamos menos crédulos e mais espertos graças à persistência e disciplina  de Denise Bottman e seu site  Não gosto de plágio). A última edição de Crime e Castigo apresentava outro deslize grave: ali não constava o nome do tradutor.

Agora em 2010, passando por uma banca, vi que tinham novamente lançado a série. Pensei: mais um ato de picaretagem. Mas resolvi arriscar (afinal, R$14,90!) e qual não foi a minha surpresa ao ver que, além da qualidade, dessa vez resgataram a tradução de Rosário Fusco. Eis o motivo desse meu post. Acho é um texto que faz parte do nosso patrimônio cultural, e que não poderia ficar soterrado pelas areias do tempo. É uma grande tradução, que acerta o centro, o coração do lusco-fusco em que se movimentam os tipos dostoievkianos.

Para o leitor ter uma idéia de cada uma das quatro traduções, e ver qual a que mais o atrai, vou transcrever  o início de cada uma delas.

A de Rosário Fusco começa assim:

“Numa dessas tardes mais quentes dos princípios de julho, um rapaz saía do pequeno quarto que alugara, no Beco S., dirigindo-se, o passo tardo, vacilante, para a ponte K. Teve sorte de não encontrar, na escada, a senhoria.

    A água-furtada fica no alto de uma casa enorme, de cinco andares, e parecia mais um armário do que um cômodo habitável. A criatura que lhe alugara o cubículo, com comida e serviço de empregada, morava, justamente, logo embaixo  de maneira que era obrigado, cada vez que saísse,  a passar pela frente da respectiva cozinha, cuja porta, geralmente escancarada, dava para a escada.  Nessa ocasião, sua expressão se contraía e vinha-lhe, sempre, aquela vaga sensação mórbida de pavor que o humilhava…”

A de Natália Nunes:

“Nos começos de julho, por um tempo extremamente quente, saía um rapaz de um cubículo alugado, na travessa de S., e, caminhando devagar, dirigia-se à ponte de K.

     Discretamente, evitou encontrar-se com a dona da casa na escada. O tugúrio em que vivia ficava precisamente debaixo do telhado de uma alta casa de cinco andares e parecia mais um armário do que um quarto. A mulher que lho alugava, com refeição completa, vivia no andar logo abaixo, e por isso, quando o rapaz saía tinha de passar fatalmente diante da porta da cozinha, quase sempre aberta de par em par sobre o patamar.E todas as vezes que procedia assim sentia uma mórbida impressão de covardia, que o envergonhava e o fazia franzir o sobrolho.”

    A de Luiz Cláudio de Castro:

“Em um maravilhoso entardecer de julho, extraordinariamente cálido, um rapaz deixou o quarto que ocupava no sótão de um vasto edifício de cinco andares no bairro de S., e, lentamente, com ar indeciso, se encaminhou para a ponte de K.

     Teve a felicidade, ao descer, de não encontrar a senhoria, que morava no andar inferior. A cozinha, cuja porta estava sempre escancarada, dava para as escadas. Sempre que se ausentava, via-se o moço na contingência de afrontar as baterias do inimigo, o que o fazia passar pela forte sensação de quem se evade,  que o humilhava  e lhe carregava o sobrecenho.”

A de Paulo Bezerra:

“No cair da tarde de um início de julho,  calor extremo, um jovem deixou o cubículo que subalugava de inquilinos na travessa S, ganhou a rua e, ar meio indeciso, caminhou a passos lentos em direção à ponte K.

     Saiu-se bem, evitando encontrar a senhoria na escada. Seu cubículo ficava bem debaixo do telhado de um alto prédio de cinco andares, e mais parecia um armário que um apartamento. Já a senhoria, de quem ele subalugava o cubículo com cama e mesa, ocupava um apartamento individual um lanço de escada abaixo, e toda vez que ele saía para a rua tinha de lhe passar forçosamente ao lado da cozinha, quase sempre de porta escancarada para a escada. E cada vez que passava ao lado, o jovem experimentava uma sensação mórbida e covarde, que o envergonhava e levava a franzir o cenho.”

Só uma observação: a tradução de Luiz Cláudio de Castro erra feio em usar termos como “maravilhoso” e “cálido” para esse entardecer de julho, uma vez que logo a seguir Dostoievski se esmera em dar um retrato quase apocalíptico do verão de São Petersburgo, no qual só encontramos os pobres, muitos deles embriagados, porque os endinheirados deixaram a cidade para suas residências de verão, fugindo do mau cheiro pestilento. Por isso, é muito difícil que, num lugar assim, o entardecer fosse “maravilhoso” e “extraordinariamente cálido”. É um lugar de pesadelo, apropriado para a andança febril do protagonista.

Anúncios

24 Comentários »

  1. Me convenceu, Alfredo. Vou comprar a tradução de Rosário Fusco. Quem sabe aí consigo ler este livro, que está na minha lista (longa) de dívidas literárias.

    Comentário por José Roberto Torero — 16/03/2010 @ 19:16 | Responder

  2. que lindeza a dedicatória, e que apreciação generosa do nãogosto! obg!

    aliás, concordo com vc e acho que essa tradução do fusco vale pelo próprio fusco, como obra em si, mais do que pelo dostoievski meio embelezado que está ali. lamentei que a ed. da abril trouxesse uma tradução interposta, mas relendo meu exemplar em casa (é da 2a. ed.) ao lado da natalia vi como é primorosa!
    meio que pole as arestas e alisa a tosquidão do dostoievski, e por isso também acho que é um monumento da nossa história literária, mais do que propriamente um “dostoievskiano”, a tomar como base schnaiderman e bezerra.

    talvez valesse a pena ter um prefácio todo próprio sobre o rosário fusco… você falando da verde, lembrei o pobre francisco inácio peixoto, outro verdiano, que traduziu o oblomov e caiu nas garras da germinal, que trocou o nome dele pelo da filha do dono da editora…(http://naogostodeplagio.blogspot.com/2009/09/germinaldo-oblomov.html).

    até publiquei a capa do primeiro número da verde, de 1927, e o rosário fusco já está lá, com o artigo “é preciso paz na arte moderna” (http://naogostodeplagio.blogspot.com/2009/09/germinildo-goncharov-as-vitimas.html)

    Comentário por denise bottmann — 16/03/2010 @ 20:18 | Responder

  3. Que boa coincidência! Hoje eu estava justamente comentando com meus colegas de faculdade acerca das traduções de Crime e Castigo. Falávamos da edição da editora 34 e da edição da Abril Coleções. Eu defendia veementemente a tradução feita por Rosário Fusco – que é a edição que eu tenho – e meus colegas defendiam a tradução de Paulo Bezerra. O ponto era exatamente o fato de a tradução de Rosário ter sido feita de uma versão em francês. Acabamos não chegando a conclusão nenhuma, hehe, e eu não largo a minha edição de Crime e Castigo por nada… já é a terceira vez que leio este livro! =D
    E então, por meio do blog da Denise Bottmann, acabei chegando aqui. Parabéns pelo artigo, foi bastante esclarecedor.

    Comentário por Elise — 23/03/2010 @ 1:52 | Responder

    • Obrigado pela gentileza. E viva Fusco!

      Comentário por alfredomonte — 24/03/2010 @ 17:28 | Responder

  4. alfredo,
    quando li pela primeira vez este post, eu ainda não conhecia o blog da denise bottmann.
    acho arretado o serviço que ela nos presta. vez e sempre eu fico xeretando ali.

    abração.

    fiz a assinatura da coleção.
    chegou hoje o primeiro pacote: crime e castigo (dois volumes) e madame bovary.

    :]

    Comentário por niltonresende — 19/08/2010 @ 12:48 | Responder

  5. Comparando esses trechos e outros com o original russo, vi que a única tradução realmente fiel é a do Paulo Bezerra. O Fusco pode valer por si mesmo, mas então o que vale a pena é comprar os livros dele. A tradução dele de Crime e Castigo pode ser uma boa leitura, mas não é Dostoiévski.

    Comentário por Júlia — 18/12/2010 @ 12:50 | Responder

    • Como nenhum texto traduzido é de fato Dostoievski. E realmente o Fusco vale pelo seu próprio texto. Ainda bem.
      Obrigado pelo comentário

      Comentário por alfredomonte — 19/12/2010 @ 16:25 | Responder

      • Mas a tradução do Paulo Bezerra é a que chega mais perto. Você falou que a do Rosário Fusco chega mais perto do espírito da obra, mas a noção que você tem desse espírito parece vir principalmente da leitura dessa tradução. Com o original em mente, penso que a tradução do Fusco é um Dostoiévski com as arestas polidas, como ocorre sempre com as traduções do francês. Dostoiévski não escreve bem, no sentido mais comum da palavra, não é certinho, fluido, gramaticalmente correto. O texto dele é quebrado. E acho que só o Bezerra conseguiu manter isso.

        Comentário por Júlia — 11/03/2012 @ 10:18

      • Creio que já disse o que tinha a dizer sobre o assunto, mas vamos lá, já que parece que não me fiz entender: a tradução de Paulo Bezerra é um evento memorável e indispensável. Como ela não existia quando comecei a ler na vida, entre todas as traduções então disponíveis, me marcou a de Rosário Fusco. Quando li a de Bezerra, não senti grande diferença com relação aos pontos essenciais da minha percepção do livro, o “espírito” da obra, o que–obviamente–ñão é o mesmo que linguagem, estilo etc.
        Ponto final.

        Comentário por alfredomonte — 11/03/2012 @ 14:03

  6. Obrigada pela resposta, Alfredo. Concordo que nenhum texto traduzido é de fato o autor, mas há uma grande diferença na fidelidade do estilo entre uma tradução direta e uma indireta. Foi o que eu quis dizer com meu post. Dostoiévski escreve de modo entrecortado, com preposições em excesso, com frases longas. Mas tudo isso foi cuidadosamente pensado, não é má escrita como alguns contemporâneos acusaram. As traduções francesas não preservaram isso, e o Fusco não tinha como ser fiel ao estilo de Dostoiévski, mesmo escrevendo bem. Por isso me surpreendo quando você diz: “a tradução feita do francês do grande escritor mineiro é, para mim, a que melhor capta o espírito, mais que a letra, do romance mais famoso do grande autor russo.” Eu acho justamente o contrário, a tradução do Fusco não consegue captar o espírito do livro. Eu não quero te ofender com essa pergunta, pois estou realmente curiosa, mas por que você acha que o a tradução do Fusco capta melhor que as outras o espírito de Dostoiévski? Mais especificamente, como você chegou a uma idéia precisa de qual é o espírito de Dostoiévski?

    Comentário por Júlia — 20/12/2010 @ 13:46 | Responder

  7. Alfredo, possuo três das quatro traduções que você mencionou (não tenho a de Luiz Cláudio de Castro), e li a de Bezerra e a de Fusco.

    Seu texto só fez aumentar o carinho que tenho pela de Fusco e o repeito que tenho pela de Bezerra.

    Só aumentando o coro: linda homenagem, parabéns.

    Comentário por Renato — 10/03/2012 @ 10:56 | Responder

    • Obrigado pelo seu comentário, Renato. Realmente, a façanha de Bezerra é digna do maior respeito, mas como se pode constatar tenho uma dívida pessoal enorme com a versão de Fusco, por isso, a chamo de “meu” Crime e Castigo. O bom é que ambas existam. Um grande abraço.

      Comentário por alfredomonte — 10/03/2012 @ 14:00 | Responder

  8. Hoje fui a uma biblioteca atrás da Morte de Ivan Ilitch, não encontrei e resolvi ir para meu plano B, Crime e Castigo. Pois bem, me deparei com duas edições uma mais nova, a de Luiz Carlos Castro, duma Coleção Clássicos da Literatura Universal, e uma outra mais antiga, dos anos 60. Ao abrir e comparar os primeiros parágrafos do livro percebi a diferença clara entre ambas, mas preferi a mais nova, vez que a cinquentenária já estava com paginas um tanto ásperas, apesar do texto parecer, a priori mas denso. Aqui percebo que se tratava da de Rosário Fusco.

    Chegando em casa resolvi matar a curiosidade e pesquisar sobre traduções. Queria a direta do russo, mas no momento não estou em condições de comprar a da Editora 34 (e se estivesse compraria também a obra de Tolstoi) e percebo que esse exemplar que tenho em mãos não é o melhor, longe disso, já passou por reciclagens e plágios. Darei início ao texto e amanhã trocarei de exemplar. Se Fusco de fato capta a essência da obra do autor melhor que Bezerra, talvez seja ainda mais indicado começar por ele. Espero no futuro obter a tradução direta do russo, todavia.

    Trocando em miúdos, obrigado por essa análise e me ajudar a ler uma tradução melhor.

    Comentário por Felipe — 16/08/2012 @ 17:34 | Responder

    • Olá Felipe, obrigado pelo seu comentário. Se você não pode ter a tradução direta do russo, com certeza em termos de qualidade de texto, a de Rosário Fusco é imbatível. E como disse no meu post, ela foi o “meu””Crime e Castigo” durante muitos e muitos anos.
      Um grande abraço, Alfredo Monte.

      Comentário por alfredomonte — 17/08/2012 @ 8:28 | Responder

  9. Excelente resenha! Parabens pelo espirito critico, sincero e desperto nos dias de hoje.
    um abraco.

    Comentário por Luis Phillippe — 25/11/2012 @ 5:43 | Responder

    • Obrigado pela gentileza do comentário. Abração, Alfredo.

      Comentário por alfredomonte — 25/11/2012 @ 11:22 | Responder

  10. Prezados Srs.,
    na edição de Crime e Castigo da Abril, 2010, por Rosário Fusco, houve algum problema de revisão, pois certamente o tradutor jamais escreveria “artesões” em lugar de artesãos!
    Além disso, na primeira página, há referência ao senhorio do imóvel, em seguida chamado de locatário(!).
    Os dois fatos encontrados nas primeiras quatro ou cinco páginas me fazem pensar que a edição não é confiável.
    Abraço

    Comentário por Beatriz Cavalcanti — 30/07/2013 @ 15:54 | Responder

    • Obrigado pelo seu comentário.

      Comentário por alfredomonte — 31/07/2013 @ 12:11 | Responder

  11. Estou prestes a adquirir a edição de 1979 da Natália Nunes, mesmo tratando-se de minha primeira leitura da obra,
    muito por conta da bela edição em capa dura e do meu fascínio por antiguidades (rsrsr).

    Acredito no encantamento e na áurea que envolve certas coisas na vida. É fascinante como a “razão” toma formas
    diferentes, em percepções diferente e porque não, deixada de lado.

    Deixo aqui então Sr. Montes, meus sinceros parabéns pelo texto e não nego, minha próxima edição de Crime e Castigo
    certamente será a do Fusco.

    Um grande abraço.

    Comentário por Jarbe Gilliard — 12/12/2013 @ 16:36 | Responder

    • Valeu, obrigado. E é sr. Monte, no singular.

      Comentário por alfredomonte — 12/12/2013 @ 18:01 | Responder

  12. Há muito tempo ouvi falar dessa famosa tradução, na verdade li a respeito numa matéria da revista Cult, ainda nos anos 90, se me lembro bem. Li “Crime e castigo” nas traduções de Luiz Claudio de Castro, ainda nos 90, e depois na de Paulo Bezerra, logo quando saiu, e, ultimamente, querendo reler o livro, me lembrei da versão de Rosário Fusco, considerada de alto valor artístico, mas fiquei em dúvida, por ser tradução de tradução. Mas depois de ler este post, não há mais no que pensar: vou de Fusco, que sem dúvida vale muito a pena, e ainda posso no final comparar as traduções.
    Grande abraço.

    Comentário por Gustavo — 23/09/2015 @ 19:17 | Responder

    • Vale a pena o exercício. Depois me conta. Abração, e obrigado pelo comentário.

      Comentário por alfredomonte — 26/09/2015 @ 15:34 | Responder

  13. Alfredo,
    Você conhece a tradução portuguesa de A. Au­gusto dos Santos?

    Comentário por Claiton — 23/10/2015 @ 12:46 | Responder

    • Não, Claiton, não conheço.

      Comentário por alfredomonte — 23/10/2015 @ 14:39 | Responder


RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: