MONTE DE LEITURAS: blog do Alfredo Monte

29/10/2010

As Margens Derradeiras: “Aprisionados pelo inacreditável”


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(resenha publicada originalmente em A TRIBUNA de Santos, em  20 de novembro de 2001)

“… o contato com a pura selvageria não mitigada, com a natureza primitiva e o homem primitivo, trazem uma perturbação súbita e profunda ao coração. Ao sentimento de estar isolado, à clara percepção de solidão em seus pensamentos e sensações –a negação do habitual que é seguro—, junta-se a afirmação do inusitado, que é perigoso,  uma sugestão de coisas vagas, incontroláveis e repulsivas,  cuja intrusão desconcertante excita a imaginação e gasta os nervos civilizados, tanto dos tolos como dos inteligentes”.

O trecho acima é de Um posto avançado do progresso, notável conto de Joseph Conrad (1857-1924), que narra o processo de loucura, “uma sensação inarticulada de que havia se desvanecido qualquer coisa dentro deles”, de dois encarregados de um entreposto comercial na África Central.

Para Conrad, esse texto era a “parte mais leve” (!) de uma preocupação que gerou também o similar e ainda mais sombrio O coração das trevas.  Publicado em livro em 1902, é atualmente o mais estudado e famoso de seus textos, sem falar da transposição de seu enredo para o Vietnã dos anos 60 do século XX no incrível Apocalipse Now (1979), de Coppola. E é preciso não esquecer que a primeira incursão cinematográfica de Orson Welles seria a sua adaptação (o capítulo inicial de  Cidadão Kane- o making of, de Robert L. Carringer, detalha muito bem o projeto, inclusive com os desenhos dos cenários).

Também é um dos mais traduzidos: em 1984, houve três versões (de Marcos Santarrita, de Hamilton Trevisan e de Regina Regis Junqueira, para as editoras Brasiliense, Global e Itatiaia, respectivamente). Agora em 2001 novo boom das trevas conradianas: além da versão de Albino Poli Jr. para a L&PM, foi lançada a versão de Julieta L. Freitas, pela Nova Alexandria (e está prometida a de outra Julieta, a Cupertino, para a Revan, editora que está lançando sistematicamente a obra de Conrad). Dos já lançados, a da Nova Alexandria é decerto a mais fraca, a mais aguada, a que tem as soluções mais chochas, além de alguns trechos que ficaram quase incompreensíveis e que denotam erros de interpretação de um texto intrincado. Eu prefiro, entre todas, a de Regina Regis Junqueira, e me dei ao trabalho de ler essa nova versão até o fim  só para constatar como a força simbólica de O coração das trevas resiste até aos tradutores  mais destrutivos, e como também essa força simbólica continua sendo um desafio e um problema para o leitor.

Pois ainda que seja uma obra-prima, um texto-ícone, é difícil de ler O coração das trevas. São cem páginas que parecem quinhentas. Não porque a narrativa seja chata e arrastada, mas por estar saturada de simbolismo. Não apenas na intenção, como também no próprio movimento discursivo, praticamente em cada parágrafo. Uma simples visita de Marlow (o narrador principal, uma espécie de procurador da visão conradiana da vida) aos escritórios da Companhia onde acertará sua contratação como comandante de um vapor que faz a ligação entre entrepostos comerciais no rio Congo (descobrindo que um deles foi, digamos, “afetado” pela loucura do responsável, o senhor Kurtz) é carregada de presságios, signos da morte e do destino (a velha tricotando, que lembra de imediato uma das Parcas da Antiguidade). Mesmo no início do livro, narrado por um amigo de Marlow, o Tâmisa e Londres ao crepúsculo são descritos em termos que evocam a batalha da luz contra as trevas, do esforço civilizatório contra a barbárie. São dois exemplos óbvios de um discurso sobrecarregado.

Também, trata-se de um livro sobre o Mal, sobre o que acontece quando “se desvanece qualquer coisa” dentro de nós e a casca civilizatória hipócrita (pois movida pela ganância e pelo desejo de espoliar) cai por terra. Kurtz, colonizador que se torna um deus cruel e perverso para os nativos da região onde se faz a exploração de marfim, enlouquece porque a selva “lhe sussurrara coisas a seu respeito que ele próprio ignorava, coisas sobre as quais não suspeitara até o momento em que pediu conselho à grande solidão –e o sussurro revelou-se de uma fascinação irresistível. Ecoou profundamente, porque o senhor Kurtz estava oco”.

Não basta a Conrad descrever a loucura do oco senhor Kurtz (estragada no filme de Coppola –e certamente é o seu ponto fraco— pela canastrônica e quase ridícula aparição de Marlon Brando, que impressiona muito menos que o esquálido fantasma do livro, mais uma voz do que um homem). Interessa a ele mostrar seu efeito sobre o narrador, pois assim o horror se intensifica: “a alma dele endoidara. Sozinha na selva, olhara para dentro de si mesma, digo a vocês, ficara doida, meu Deus! Para pagar meus pecados, eu suponho, tive de passar pela prova de olhar para dentro dela também”.

O Mal que habita o coração das trevas (será que é mesmo na África Central que ele se localiza?) nos é transmitido de uma forma que rompe os limites do raciocínio lógico e do realismo convencional: “Vêem a história? Vêem alguma coisa? Parece até que estou tentando transmitir o conteúdo de um sonho para vocês –tentativa inútil, porque ao contar o conteúdo do sonho não transmito o conteúdo do sonho, aquele emaranhado de absurdo, surpresa e angústia envoltos num tremor de distorcida revolta, a sensação de estarmos aprisionados pelo inacreditável, que é a verdadeira essência dos sonhos…” E, aprisionados pelo inacreditável, no processo de “ver”, lendo, o pesadelo de Marlow, alguma coisa se desvanece dentro de nós também.

16 Comentários »

  1. belo artigo, alfredo! tenho para mim que coração das trevas é uma das maiores obras literárias do século XX, e está entre as grandes de todos os tempos.
    vale lembrar também a tradução de josé roberto o’shea pela hedra; john malkovich como kurtz e tim roth como marlow; a epígrafe de eliot para seu belíssimo “the hollow men”: “mistah kurtz, he dead”

    Comentário por denise bottmann — 04/05/2010 @ 21:17 | Responder

    • Cara Denise, obrigado pelos toques, principalmente om relaçao a essa referência essencial que é para a modernidade a citação de ‘Coração das Trevas” por Eliot no “Hollow Men” (e, para mim, Eliot é o maior), e que já faz parte da bagagem conradiana. Com relação à notável tradução de José Roberto O´Shea(Hedra), e não podemos esquecer das também mais recentes versões de Sérgio Flaksman (Companhia das Letras) e de Celso M. Paciornik (Iluminuras), esta última excelente também, como o meu artigo é de 2001, seria um anacronismo citá-las, e aproveito seu comentário para fazê-lo. Não vi a versão com John Malkovitch e Rim Roth… Mas por que colocam atores tão histriônicos para viver “mistah kurtz”?
      Um grande abraço.

      Comentário por alfredomonte — 05/05/2010 @ 10:24 | Responder

  2. tem razão, malkovitch e roth são histriônicos, ou ficaram exasperantemente histriônicos nas últimas décadas. mas acho tim roth em “rosencratz e guildstern estão mortos” (junto com gary oldman, ambos novinhos) absolutamente sensacional. aliás, é um de meus filmes favoritos (baseado na peça do stoppard). bom, mas para dizer, malkovitch como kurtz já tem aquela cara de alucinado de malkovitch, mas está meio impressionante como kurtz: magro, de olheiras, devastado, com uma espécie de véu ou echarpe meio rasgada esvoaçante. o oposto da robustez imponente e da autoconfiança impositiva do kurtz de marlon brando. devo confessar que gosto do kurtz brandiano.

    bom, que seja. voltei a este post porque vi que a landmark lançou também um coração das trevas – sigh, mais um…. e em tradução de fábio cyrino, que, pela amostra que vi no stevenson (até comentei no blog), é algo um tanto assustador, e quis ver se por acaso vc já tinha mencionado esse novo cometimento.

    e aí, relendo mais duas vezes este teu texto, olha, alfredo: não consigo ver nenhum Mal no coração das trevas. é o abismo da existência, a alma desnudada que encara o abismo e cai no abismo da loucura, a tragédia do homem que descobre sua hollowness, é o horror, o horror – e o desespero impotente diante da fatalidade daquele horror em ver o vazio. mas não vejo o mal.

    claro, existem trocentas interpretações sobre os aspectos mais históricos do congo, do rei belga louco que era mesmo um sádico, a exploração capitalista, o imperialismo etc. – mas aí tudo isso está expresso na mesquinahria, na insensibilidade, na ganância, na maldade etc. dos agentes coloniais, não em marlow nem nos nativos e nem – e é esta a grande questão! – em kurtz.

    essa sua passagem é primorosa: Também, trata-se de um livro [tirando: sobre o Mal,] sobre o que acontece quando “se desvanece qualquer coisa” dentro de nós e a casca civilizatória hipócrita (pois movida pela ganância e pelo desejo de espoliar) cai por terra. Kurtz, colonizador que se torna um deus cruel e perverso para os nativos da região onde se faz a exploração de marfim, enlouquece porque a selva “lhe sussurrara coisas a seu respeito que ele próprio ignorava, coisas sobre as quais não suspeitara até o momento em que pediu conselho à grande solidão –e o sussurro revelou-se de uma fascinação irresistível. Ecoou profundamente, porque o senhor Kurtz estava oco”.

    mas acho que vc mistura dois momentos: a crueldade de kurtz, justamente, a partir de certo momento, quando ele chega no limite, não é mais crueldade, na prática ele nem pertence mais, seja de corpo, seja de espírito, à civilização imeprialista que o levou ao coração das trevas. no coração das trevas revela-se o “além do bem e do mal”, revela-se sua oquitude, seu oco, e que ele não consegue encarar: este é o horror. e quando ele diz para exterminar, liquidar os selvagens, já quase ensandecido, é porque vé que não suportou, sua alma se fendeu, é seu último grito antes de enlouquecer de vez: tipos, matem esses bárbaros que nos conduzem a esse abismo, salvem-me, tipo a civilização perante si mesma, pelo espelho em que ela se encara, pelos reflexos desse coração das trevas em que ela se fita,é o esfacelamento do ser, uma espécie, sei lá, de grito de socorro. é um esfacelamento consciente do ser, não sei. é o livro mais impressionante que eu conheço nessa viagem interior sem volta.

    Comentário por denise bottmann — 04/04/2011 @ 22:06 | Responder

    • Eu também acho que o Roth está fantástico no Rosencrantz… do Stoppard, por isso é uma tristeza ver os shows de canastrice dele em Lie To Me, uma série superestimado.
      Mas eu lembro dele também como o trágico general-macaco em O planeta dos macacos, de Tim Burton, a melhor coisa do filme. A irregularidade das suas interpretações não empana os seus grandes momentos. Agora, eu realmente não suporto o Malkovitch, por isso nuncq quis ver essa versão com ele como Kurtz.
      Acho que um ator que seria fenomenal como Kurtz seria o John Hurt, acho que ele conciliaria o aterrador e o patetico do personagem.
      Adorei o seu comentário. Um grande abraço.

      Comentário por alfredomonte — 05/04/2011 @ 15:42 | Responder

    • Cara Denise, para mim o Mal não é metafísico, é o que o ser humano pode fazer com os seus semelhantes. Nesse sentido, toda a empresa colonialista é o Mal e o imperialismo sua consolidação. Kurz representa uma espécie de extrapolação que vai além dos propósitos pragmáticos e esploliatórios, justamente na direção que você aponta, o além do bem e do mal, num desvelamento do seu oco, em que ele está “nowhere”, nem mais na civilização nem na selvageria (no sentido dos selvagens para o civilizado). Mas, mesmo nele o Mal não é metafísico, pelo menos não para mim, é puramente fenomenológico, resultado do (não)ser-aí, de um Dasein oco.

      Um grande abraço.

      Comentário por alfredomonte — 05/04/2011 @ 16:53 | Responder

  3. aqui o link para o post sobre a tradução do stevenson na landmark que comentei logo acima:

    http://naogostodeplagio.blogspot.com/2009/04/follow-up.html

    abraço
    denise

    Comentário por denise bottmann — 04/04/2011 @ 22:11 | Responder

    • Pois é, eu tenho até medo de ver o que foi feito não só do Coração das Trevas como também do Agente Secreto. A tradução de Jekyll & Hyde é um horror.
      Abração.

      Comentário por alfredomonte — 05/04/2011 @ 15:37 | Responder

  4. alfredo,

    também achei o roth a melhor coisa do planeta dos macacos.
    a única cena do filme de que me lembro é justamente uma em o tim roth está à cama do charlton heston e, num determinado momento, fez uma expressão que me deixou impressionado.
    porra, o cara fez uma expressão fortíssima sob aquele aparato da máscara. era apenas o olhar (e uns mexidos na face). achei aquilo soberbo.
    desde então, admirei-o. mas, não vi outras coisas mais.
    um amigo elogiou demais o “rosencratz e guildstern estão mortos”, mas não o vi, ainda.

    Boa Páscoa para você e a Denise.

    Comentário por niltonresende — 22/04/2011 @ 16:23 | Responder

  5. que vergonha, alfredo e nilton: nunca me animei a assistir ao planeta dos macacos… e adoro a bonham-carter (ou adorava, na fase mais “literária” dela), que acho que tb fez o planeta dos macacos, não? ou foi no segundo planeta?
    concordo, lie to me é triste… como dizem, ele deve ter lá suas contas a pagar.
    já seu parceiro sumiu, não é? gary oldman em o quinto elemento (de que gosto muitíssimo, do bresson) já está meio no limite, mas acho-o sublime em o profissional, quando jean reno ainda era jean reno e a natalie portman ainda não tinha virado natalie portman – grande filme.

    Comentário por denise bottmann — 22/04/2011 @ 16:41 | Responder

    • é, denise,
      a bonham-carter também está no filme, e parece que gostei dela – nem lembro =0 .
      é que o roth eclipsava todos os outros, ali.

      isso do oldman e do malkovitch me lembra também o dafoe. eles tiveram grandes papéis, com ótimas interpretações, mas depois começaram a aparecer em cena apenas como algo pitoresco. uma pena.

      ah, podem me apedrejar, mas amo o oldman como drácula (mais ele monstruoso do que sem a maquiagem).

      Comentário por niltonresende — 22/04/2011 @ 17:11 | Responder

  6. bem lembrado, dafoe teve grandes papéis. ah, nilton, apedrejar não apedrejo, mas o oldman drácula achei meio kitsch, recherché demais, embora encantador como sempre. um papo que tive aqui com o alfredo: o difícil ponto a partir do qual o esteticismo ou o decadentismo se perde um pouco. se bem que aplicar essas considerações mais “literárias” a filmes me parece uma vasta mostra de boa vontade de nossa parte 🙂

    Comentário por denise bottmann — 22/04/2011 @ 17:51 | Responder

    • Mas caríssimos, assim eu fico até com ciúme desse bate-bola entre vocês. Brincadeiras à parte, também tenho as melhores lembranças de Gary Oldman como Drácula, apesar de achar várias coisas discutíveis no filme (como a mistureba de estéticas e aqueles atores famosos que estão ali para “enfeitar” como Anthony Hopkins), mesmo assim entre os Dráculas, tirando é claro os Nosferatus (de Murnau e do meu amado Herzog), é ainda o mais interessante, malgré Bela Lugosi e Christopher Lee, que estão mais para o cult cômico.
      Teve uma época em que eu achava o Oldman o maior, mas como ficou mais ou menos estabelecido nas nossas intervenções, há um momento em que os atores parecem que se tornam caricaturas de si mesmos: é o que está acontecendo com o Russell Crowe, por exemplo. E nem todo mundo consegue disfarçar isso com o charma de Jack Niclholson (que já é uma caricatura há uns 20 e tantos anos pelo menos).
      Ah, também gostava muito da Helena Bonhan-Carter quando era do James Ivory & Cia. Acho que ela é a melhor coisa da pífia adaptação de As asas da Pomba (até escrevi uma resenha a respeito). Mas depois que ela casou com o Tim Burton aocnteceu a síndrome “edward mãos de tesoura” com ela e ela virou personagem (e personagem esquisito, como o Johnny Depp). Não consigo mais levá-la a séria, Planeta dos Macacos idem. O filme é uma bomba, só o Tim Roth se salva, nem perca seu tempo vendo, Denise. O Charlton Heston pode ser um porre de americanismo arrogante e senhor das armas, mas que bom o original.
      E a Natalie Portman, hem? Dá para não rir em CISNE NEGRO, com aquelas caras e bocas?
      Abração.

      Comentário por alfredomonte — 23/04/2011 @ 15:46 | Responder

  7. vixe, vi uns trêileres do cisne negro, passo. síndrome “edward mãos de tesoura” é perfeito! bem lembrado tb o pobre crowe vítima de si mesmo. gosto muito do senhor dos mares com ele. se se colocar a questão do drácula em termos comparativos, tb concordo. vendo uns nicholson antigos, acho que eu o superestimava: prefiro-o como caricatura de si mesmo 🙂 revi chinatown outro dia: só aguentei até o fim para ver a que ponto ia a ruindade dele 😉

    asas da pomba – voltando ao livro, que belo james! gosto muitíssimo.

    ontem li um voluminho de contos do conrad q saiu pela hedra. sei lá. acho que o fôlego dele é mais para romances e novelas mesmo – em conto, fica mto abrupto e os motivos ficam meio esquemáticos demais, achei… embora sempre interessante.

    Comentário por denise bottmann — 23/04/2011 @ 16:03 | Responder

    • Mas o Nicholson é sempre divertido, desde que não vejamos muitos filmes seguidos com ele. Com um espaço entre eles dá para esquecer que é um feixe de maneirismos. Aliás, Chinatown é todo maneirista, você não acha?
      Eu tenho um post sobre a coletânea de Conrad (acho que você tem razão sobre ele estar mais à vontade em narrativas mais longas): Joseph Conrad: medo da anarquia política & reconhecimento da anarquia interior.
      Depois do seu comentário no NÃO GOSTO DE PLÁGIO fiquei com vontade de ler um pouco de Kipling, principalmente suas histórias sobrenaturais.
      Abração.

      Comentário por alfredomonte — 23/04/2011 @ 17:07 | Responder

  8. prezado alfredo, acabo de saber que saiu a tradução da julieta cupertino pela revan. estou torcendo!

    Comentário por denise bottmann — 06/07/2011 @ 0:05 | Responder

    • Acho que é uma boa notícia, principalmente porque Julieta Cupertino é uma tradutora confiável. Eu adoro essas edições da Revan, cujo visual me traz à memória o leitor juvenil que fui.
      Obrigado pela informação. Abração.

      Comentário por alfredomonte — 06/07/2011 @ 8:30 | Responder


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