6 a O, enfim a goleada que esperávamos.
19/04/2012
03/08/2011
A admirável Julieta Cupertino e o gosto da Revan pela não-confiabilidade
É admirável que aos 103 anos Julieta Cupertino esteja em plena atividade, e traduzindo Joseph Conrad para a editora Revan. Menos admirável é que a editora malbarate esse trabalho com informações tão esdrúxulas que chegam a criar no leitor a desconfiança de que os seus responsáveis ficaram presos no visgo da não-confiabilidade, aquele tipo de foco de narrativo que mestres como James, Conrad e Machado de Assis nos legaram.
Na recentíssima edição da tradução de Coração das Trevas de Julieta Cupertino há um preâmbulo editorial ridículo, em que lemos pérolas do tipo:
“Almayer`s folly, que estava inédito no Brasil até a Revan publicá-lo em 1999, com o título de A loucura de Almayer” Não, não, não. O texto já fora traduzido por Virginia Lefebvre para a Boa Leitura com o título de Perdição.
A desinformação acima pode ser resultado de mera ignorância. Mas a próxima só pode ser má-fé:
“Vitória–também publciado pela primeira vez no Brasil”.
Já existiam duas traduções de Vitória no Brasil, uma delas impossível de desconhecer já que lançada pela Globo e feita por Mário Quintana, e a outra pela Francisco Alves, e assinada por Marcos Santarrita.
E essa pérola suprema:
“e agora Coração das trevas, igualmente inédito no país na forma de título com texto integral e volume único”
E logo a seguir, na página subsequente, lemos: “Há diversas traduções desta obra, publicadas no Brasil e em Portugal…” !!!
Por que, ao invés dessas abobrinhas, não lançaram uma nova tradução (não será inédita também) de Sob os olhos do Ocidente, que se torna um romance centenário agora em 2011. Que oportunidade perdida!
Que fique claro que essa minha diatribe nada tem a ver com o trabalho específico de madame Cupertino.
23/07/2011
De volta ao luto. Definitivamente.
Eu costumava ver no final da tarde clipes no antigo canal 21. Como sempre, não era nem totalmente desligado do universo “pop” nem particularmente engajado, e não por causa da idade, sempre foi assim: mais ou menos ouço de tudo, me mantenho razoavelmente informado e atualizado, sem entender patavina de música, tendo como guia apenas apenas o que me atrai ou não. Nesses clipes do canal 21 uma jóia: “Back to black”. Nunca tinha ouvido falar de Amy Winehouse, achei-a com cara de gaiata (depois retifiquei essa impressã errônea), mesmo no clima retrô e melancólico do clip. Mas não creio que na última década nada tenha me impressionado mais no universo pop, pelo menos em termos de voz. Ali estava uma cantora maravilhosa, poderosa e singular. Raramente acontece isso: logo pedi a meu amigo Nivaldo (o mesmo que montou este blog que utilizo) para “baixar” um CD de Amy Winehouse para mim. Em questão de dias, Back to black havia se incorporado à minha vida, e uma semana antes nem sequer ouvira falar da cantora, nada gaiata, embora muitas vezes moleca! Que talento o mundo perdeu. Logo depois que soube de sua morte, na hora do almoço, escutei novamente não só aquela que foi a canção inaugural, a obra-prima impactante, mas todas as outras faixas incríveis que a seguem (as que vêm antes são boas, mas da 5a. à décima-primeira, o CD Back to black é irretocável) várias e várias vezes: “Love is a losing game”, “Wake up alone”, “Some unholy war” e as três muito amadas (além da faixa-título, é claro): “Addicted”, “He can only hold her” e especialmente “Tears dry on their own”.
Só a descoberta do Arctic Monkeys, também com o clip “Brianstorm” se iguala a esse impacto singular e relevante no meio de uma torrente de imagens e canções. Seria o fato de que também há um ar retrô, essa coisa vintage, um toque atemporal, como um som de outra época (e nisso a idade deve contar, sem dúvida), e no entanto haja esse ar de renovação, de algo diferente de tudo que se faz atualmente. Esse grupo especialíssimo, assim como Amy representam “algo mais”. Há gente muito boa, muito talentosa, mesmo na massacrante indústria cultural contemporânea, mas o que os distingue é que, quando se pensa neles (assim como outra descoberta, esta no plano literário, a de José Luís Peixoto) todos os demais, mesmo os melhores, parecem “aquém”. Acho que isso é que determina as nossas predileções na vida.
E agora, back to black. De vez.
14/04/2011
ANIVERSÁRIO DO BLOG: DOIS ANOS
EÇA À BEÇA
Hoje o blog comemora dois anos. Gostaria de agradecer as 117 mil visitas desse período.
Para iniciar as “comemorações”, pois é um espaço que me dá muita alegria, resolvi fazer uma homenagem a um dos escritores que mais amo (e que também já me deu muita alegria): Eça de Queirós. Mesmo porque ele complementa questões que abordei nos posts mais recentes, aqueles sobre O retrato de Dorian Gray e Às avessas.
Portanto, ele será o padroeiro dessa data.
Muito obrigado
29/08/2010
Cartão Postal
As publicações no blog estão meio paradas porque estou na Paraíba participando do AGOSTO DAS LETRAS promovido pela prefeitura de João Pessoa, onde falarei hoje sobre “Crítica e Paixão”.
Semana que vem retomo o ritmo.
Abraço a todos






